Dia de alegria e conscientização
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sábado, 13 de setembro de 2014
Paula Barbosa Ocanha<br> Reportagem Local 
Londrina - O Museu de Arte de Londrina comemorou ontem o Dia da Sergipe com atividades divertidas, educativas e, principalmente, de conscientização. Das 9h até as 16h, quem passava pelo local podia assistir show de palhaços, participar de oficinas de reciclagem, ver uma exposição cultural, cortar o cabelo, aferir a pressão e a glicose e ainda se cadastrar como doador de medula óssea. Um grupo do Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina passava distribuindo material para conscientizar a população da importância de ser doador de medula e de órgãos, atitudes que podem salvar uma vida.
Uma das "embaixadoras" dessa ação, que tentava convencer o máximo de pessoas da importância do cadastro, era Aline Olímpio Flávio Piccinin, de 28 anos, portadora de linfoma linfoblástico. A jovem descobriu em janeiro que tinha leucemia, e apesar de estar fazendo quimioterapia e a doença estar em remissão, ainda precisa de transplante de medula. "Preciso achar um doador, porque esse transplante é minha chance de cura", explica. A expectativa da equipe era cadastrar pelo menos 400 pessoas, segundo a bioquímica do HU, Renata Ciappina. "Precisamos dessas ações e mutirões porque 70% dos doadores são brancos. Os outros 30% se dividem entre asiáticos, negros e índios. Mas se um asiático precisar de transplante, a chance de encontrar doador de outra raça é mais difícil."
Sensibilizada com a causa, a auxiliar administrativa Priscila Amaral, de 31, estava na fila para fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Era necessário preencher uma ficha, e retirar uma pequena amostra de sangue. "Acho que qualquer pessoa pode um dia precisar de doação de medula, e se fosse comigo, ou com alguém da minha família, eu ia querer que todo mundo se cadastrasse", ressalta. A estudante universitária Camila Ferreira, de 18, pensa da mesma forma. "É uma questão de humanidade. Sempre quis ser doadora, e agora que tenho 18 anos fiz o cadastro de medula, de doação de sangue e também quero fazer de doação de órgãos", diz. Ela não parou por aí. "Coloquei nas minhas redes sociais, e já chamei familiares, amigos e meu namorado para que eles também façam o cadastro. Acho muito importante", ensina.
Para ser doador de medula é necessário que a pessoa tenha entre 18 e 55 anos, com boa saúde. No momento do cadastro só é retirado uma amostra de sangue, e caso algum doador seja encontrado, deve ser feito um exame completo, e somente depois é feita a retirada do líquido da medula, se a pessoa ainda estiver disposta a doar.
Aproveitando que estava passeando pela Sergipe com o marido, a empregada doméstica Rosângela Ortega de Souza estava aferindo a pressão e a glicose. "Ela disse que eu estou com a pressão alta, então vou chegar em casa e tomar o remédio", explica. Sobre todas as atividades do Dia da Sergipe, ela disse que achou ótimo. "Para quem trabalha igual a gente, de segunda a sexta, e não tem tempo de ficar indo ao posto, é ótimo. Já aproveitamos o passeio para conferir tudo".


