DHPP suspeita que empresário foi vítima de vingança, mas não descarta outras hipóteses
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quarta-feira, 14 de julho de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 15 (AE) - A delegada Elisabete Sato, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) responsável pelas investigações do assassinato do empresário Henrique Luís Varésio, de 52 anos, deverá ouvir na próxima semana a mulher e os filhos do empresário. Executado com tiros na cabeça, peito e nas costas, Varésio, sócio da Universidade de Guarulhos (UnG) e do Internacional Shopping, pode ter sido vítima de vingança. A policial não afasta a hipótese. Segundo ela, as investigações desenvolvidas desde o desaparecimento de Varésio, no dia 8, seguem três linhas: o latrocínio (assalto seguido de morte), sequestro e vingança.
Elisabete quer saber detalhes dos negócios de Varésio e das possíveis queixas feitas à família. O empresário pretendia vender a UnG. As informações recebidas pela polícia dão conta que a Universidade e o shopping enfrentam sérios problemas financeiros. A vítima e seu sócio Antônio Veronezi tentaram empréstimo até no exterior. O empresário tentou vender sua parte e pretendia morar com a família nos Estados Unidos. A decisão teria sido um dos motivos do estremecimento entre o empresário e seu sócio. Na terça-feira, Veronezi esteve no DHPP acompanhado de um advogado, ex-professor da universidade. Conversou com o delegado Jorge Miguel e com Elisabete. Varésio ainda estava desaparecido. Veronezi ficou à disposição para qualquer esclarecimento.
Com a localização do corpo, na manhã de ontem, em Mairiporã, Veronezi ficou ainda mais abalado. Disse estar também preocupado com os problemas enfrentados por um de seus filhos, Victor Veronezi, vereador por Guarulhos, apontado como um dos 13 suspeitos nas denúncias do prefeito Jovino Candido. "Estamos recebendo ameaças de morte e já disse para meu filho entregar a carteira de vereador porque ele está se desgastando com fatos dos quais nunca participou". Suspeito - O principal suspeito do assassinato, o ladrão Marco Antônio Dallafina, de 30 anos, condenado a 22 anos e 9 meses, continua negando qualquer envolvimento com o assassinato. Ele foi preso na noite do dia 8, ao lado do carro de Varésio, um Ford Taurus, acusado de ter tentado pôr fogo no veículo. Dallafina nega ainda que sua Fiorino preta, vista no centro de Guarulhos por uma testemunha, fechou o carro da vítima.
A polícia procura outro preso em regime semi-aberto da Penitenciária de Franco da Rocha: Wilson Pimenta Antônio. Ele tem uma Fiorino branca, vista também fechando o Ford de Varésio.


