DHPP quer informações sobre desaparecimento de crianças
Agência Estado
De Rio Claro
O Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) vai pedir às delegacias das 23 cidades paulistas por onde passou o andarilho Laerte Patrocínio Orpinelli, acusado de sequestrar e matar crianças, informações sobre o desaparecimento de 120 menores. A polícia quer saber se existe algum indício que ligue Orpinelli a esses casos.
O andarilho, acusado de ser o monstro de Rio Claro, teria confessado 13 homicídios de crianças até 12 anos, que ocorreram desde 1974 até o ano passado em todo interior do Estado.
Anteontem, o delegado Osmar Ribeiro Santos, do DHPP, designado para apurar o caso, esteve em Rio Claro, das 8 às 13 horas, acompanhado de Orpinelli, tentando localizar o corpo de Anderson Jonas da Silva.
O menino tinha 6 anos quando desapareceu em Rio Claro em 28 de agosto de 1996. O andarilho levou o delegado até uma região de mata fechada, onde dizia ter deixado o garoto, após tê-lo apanhado em sua casa.
No matagal, mais uma vez Orpinelli não soube indicar o lugar correto em que estaria o corpo de Silva. Temos de tomar muito cuidado com o que ele (Orpinelli) diz, afirmou o delegado.
Santos assumiu o caso na sexta-feira, quando a polícia de Rio Claro foi afastada por determinação da Delegacia Geral de Polícia. A medida foi tomada porque os policiais da cidade estavam permitindo a participação de um informante policial em todas as investigações do caso.
O delegado do DHPP disse ontem em São Paulo que retornará a Rio Claro amanhã ou na quinta-feira.
Uma equipe de investigadores do departamento permanece na cidade tentando encontrar mais provas que demonstrem ou não a participação do andarilho nos crimes e testemunhas que necessitam ser ouvidas novamente pela polícia. Santos requisitou os seis inquéritos de homicídios que existiam em Rio Claro e nos quais andarilho está sendo acusado.
Por enquanto, a polícia dispõe da confissão do acusado e de testemunhas que afirmam tê-lo visto com crianças, que depois, desapareceram. Nosso trabalho demorará o tempo que for necessário para apurar bem esse caso, disse o delegado.





