Brasília, 06 (AE) - Em menos de um hora, três carros foram incendiados, na madrugada de ontem (05), no Núcleo Bandeirantes na Candangolândia, no Distrito Federal. Os vândalos seguem a mesma prática adotada pelos incendiários de Marília, no interior de São Paulo, onde, desde janeiro, foram queimados 45 carros de diversas marcas. Até hoje, nenhum incendiário havia sido preso pela Polícia do Distrito Federal. Os carros destruídos são um Corsa, um Scort e uma caminhonete.
Os donos dos carros garantem que ninguém viu os automóveis serem incendiados. Para eles, esse fato reforça a suspeita de ação planejada. Em Marília, os atentados começaram em 14 de janeiro. Só da primeira vez, quatro carros foram atingidos na casa do comerciante Heraldo Ramos dos Santos, de 49 anos, que teve um prejuízo superior a R$ 30 mil.
A destruição dos carros levou intranquilidade aos moradores do Distrito Federal. Eles suspeitam que algum incendiário esteja atuando na região, hipótese que a polícia descarta. O delegado Antônio do Vale, da 11ª Delegacia de Polícia, encarregado de apurar o caso, garante ainda não haver indícios de que incendiários estejam atuando em Brasília. "Mas estamos investigando essa história a fundo", assegura Vale. No caso da Candangolândia, onde uma caminhonete foi queimada, a polícia trabalha com a hipótese de que o incêndio fora causado por vingança.
Para o delegado, vincular os casos de Brasília aos ocorridos em Marília seria irresponsabilidade. "Não podemos ser alarmistas", reconhece Vale . Ele explicou que as investigações ainda estão em andamento e, até hoje, os laudos periciais sobre os incêndios dos carros do Núcleo dos Bandeirantes e da Candangolândia não estavam concluídos.
Na Delegacia de Roubos e Furtos (DRFV) de Brasília, os investigados ligam a incineração dos carros ao furto no interior dos veículos. Após retirar toca-fitas, bancos e outras peças, os ladrões geralmente tocam fogo nos carros "depenados" para destruir as provas, principalmente as impressões digitais.

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