DF confirma outro caso de febre amarela
Das agências
De Brasília
e do Rio
O exame do laboratório Evandro Chagas (PA) confirmou que a estudante Andreya da Costa Neres, 20 anos, também estava contaminada pelo vírus da febre amarela. Andreya e seu irmão Alisson, moradores de Brasília, contraíram a doença na Chapada dos Veadeiros, interior de Goiás, onde acamparam no feriado de final de ano. Alisson, 19 anos, morreu no dia 3 de janeiro com múltiplas hemorragias no corpo. Andreya chegou a ficar internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Santa Luzia, mas, ao contrário do irmão, se recuperou bem e recebeu alta.
Apesar da confirmação do segundo caso de febre amarela em Brasília, o secretário da Saúde do Distrito Federal, Jofran Frejat, disse que as recomendações para a população continuam as mesmas. Segundo ele, as pessoas que pretendem viajar para a área rural, principalmente interior de Goiás, devem tomar a vacina que está sendo aplicada gratuitamente nos postos de saúde de Brasília. O secretário disse que não há motivo para alarme porque as pessoas que contraíram a doença foram contaminadas em uma determinada região.
A confirmação de um caso de febre amarela silvestre no Rio levou centenas de pessoas a procurarem postos de saúde, ontem, em busca de vacina. Somente no prédio do Ministério da Saúde (MS), no centro, 700 pessoas foram atendidas. Nos meses de férias, os enfermeiros costumam aplicar menos de cem doses por dia. Temos vacina contra febre amarela, não contra o pânico, disse uma técnica da Secretaria Municipal de Saúde, enquanto atendia moradores de Jacarepaguá.
Entre os que procuraram vacina, estavam vizinhos do condomínio Village da Floresta, onde mora a estudante Sofia Cavalieri de Pádua, que contraiu febre amarela numa viagem a Goiás. Os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tinham ordem para vacinar moradores num raio de 300 metros - o mosquito transmissor voa, no máximo, cem metros -, mas acabaram atendendo até quem saía de Copacabana, a cerca de 35 quilômetros de distância.
O movimento nos postos de vacinação da Prefeitura do Rio de Janeiro também aumentou bastante. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, somente ontem foram vacinadas contra febre amarela 1.056 pessoas nos 23 postos espalhados pela cidade. Os com maior movimento foram o de Copacabana (zona sul), com 254 atendimentos, Engenho de Dentro (zona norte), com 218, e Tijuca (zona norte), que vacinou 150 pessoas.
O secretário Jofran Frejat explicou que não há risco de uma pessoa infectada passar o vírus para outra pessoa dentro da cidade, isso acontece porque não existe o mosquito transmissor da febre amarela silvestre nas áreas urbanas. A febre amarela urbana, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, está erradicada do Brasil desde 1942. A forma silvestre é transmitida pelo mosquito do gênero Haemaogus e o reservatório do vírus é o macaco. O homem pega a doença quando este mosquito pica o macaco e, em seguida, o homem.
No entanto, ontem agentes sanitários da Fundação Nacional de Saúde, no Rio, começaram a recolher os mosquitos adultos presos nas armadilhas instaladas no condomínio Village da Floresta. Os mosquitos serão congelados em câmaras de nitrogênio líquido e analisados pela Fundação Oswaldo Cruz para que se descubra se algum deles está infectado.





