Brasília, 10 (AE) - O governo do Distrito Federal começa a cadastrar, amanhã (11), as crianças de sete a 14 anos que ainda não foram matriculadas na escola este ano. Com base nesses dados, a Secretaria da Educação do DF vai providenciar a matrícula de cada criança. O levantamento será feito por 6.500 agentes comunitários, que receberão R$ 75,00 cada, e deve ficar pronto na terça-feira.
O cadastramento de crianças não matriculadas faz parte do Programa Educação Solidária, conjunto de medidas na área educacional que inclui o fim progressivo do programa Bolsa-Escola, lançado na gestão anterior pelo governador Cristovam Buarque (PT). Estão previstos investimentos na formação de professores, a distribuição de cestas básicas, uniforme escolar e a matrícula na rede pública de crianças a partir de 5 anos e meio.
Desde que anunciou a decisão de desativar progressivamente o Bolsa-Escola, no ano passado, o governo do DF tem sido criticado por educadores e entidades como a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que premiou a iniciativa. As 25 mil famílias beneficiadas pelo programa no DF - cada uma recebe um salário mínimo por mês, desde que seus filhos de sete a 14 anos frequentem a escola - continuarão recebendo a ajuda, mas o governo não pretende expandir a iniciativa.
Para atender novas famílias, a Secretaria da Educação passará, a partir da semana que vem, a distribuir cestas básicas
uniforme e material escolar, além de atendimento médico e odontológico e aulas de reforço. Ampliação - O Educação Solidária ampliou de quatro para cinco horas o turno escolar, o que levou o governo a divulgar que "os alunos da rede pública do DF são os únicos do País a estudar cinco horas por dia". O secretário-adjunto da Educação de São Paulo, Hubert Alquéres, contestou a informação: desde 1996, o turno de cinco horas já vigora parcialmente em São Paulo, atingindo 4,5 milhões de alunos.

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