Dezoito médicos convencionais, dezenas de exames, e outras tantas terapias alternativas - tudo isso no último ano. Parece exagero, mas nem assim a comerciante Elisabete Vanzo Batista, de 38 anos, conseguiu por fim a uma dor na região do pescoço que a perturbava todos os dias. Só no último mês, quando descobriu que a origem estava em hábitos errados na boca que resultaram em problemas na oclusão é que começou o alívio.
A comerciante de Faxinal (Região Norte) conta que as dores começaram em abril do ano passado, bem fortes e sempre que ela engolia saliva. ''A gente faz isso cerca de 1,5 mil vezes por dia, então imagina como era. Eu vivia em função da dor, deixei de fazer muita coisa, não ia mais a festas e nem conseguia mais viajar'', comenta.
A 'peregrinação' por médicos incluiu otorrinolaringologistas, neurologistas, gastroenterologistas e até dois oncologistas, quando um deles suspeitou que os sintomas poderiam ser de câncer na laringe. Mas, nos exames de raio-X, ultrassom, tomografia computadorizada, laringoscopia e ressonância magnética não apareceu nada. ''Foi um gastro de São Paulo que sugeriu que eu investigasse a minha ATM (articulação têmporo-mandibular)'', conta.
Apenas com a consciência e a mudança de alguns hábitos, como a mania de bater um dente no outro, Elisabete conta que as dores já diminuíram. ''Só isso já permitiu que eu ficasse sem analgésico'', diz. Ela também começou a usar uma placa nos dentes para corrigir a mordida nessa primeira fase. ''Teve um médico que chegou a falar para eu me acostumar com a dor. Mas, imagina tomar remédio o resto da vida?''.(C.P.)

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