Pelo menos 13 marcas de cigarro terão de reduzir o teor de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono este ano, quando entrar em vigor resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária regulamentando a quantidade de substâncias tóxicas nos produtos nacionais e importados. Outras cinco marcas devem diminuir a quantidade de alcatrão e monóxido de carbono. É o que mostra levantamento informal do Ministério da Saúde a partir de informações contidas nas embalagens de maços de cigarro vendidos no País.
O texto da resolução vai estar disponível para consulta pública, durante os próximos 30 dias, na página da agência na Internet (www.anvisa.gov.br). Sugestões poderão ser enviadas e acolhidas, mas o ministro da Saúde, José Serra, descartou ontem a possibilidade de alteração dos teores máximos, que seguem padrão definido pela União Européia.
Atualmente não há limite para o teor de substâncias tóxicas no cigarro. Segundo o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer, Jacob Kligermar, os índices fornecidos pela indústria nas embalagens ‘‘não são confiáveis’’. Tão logo a resolução entre em vigor, o governo vai realizar testes com 15 marcas no exterior.

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