Dezenove estudantes morrem em acidente
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Renato Alves <br>Especial para a AE 
Ituverava, SP - Um acidente envolvendo um ônibus de turismo da empresa Sacratur causou a morte de 19 estudantes e deixou outros 23 feridos, a maioria em estado grave. Segundo a Polícia Rodoviária de Pedregulho (SP), o acidente aconteceu às 23h45 de anteontem, no km 459 da rodovia Candido Portinari, município de Rifaina, a 470 quilômetros de São Paulo, trecho conhecido como curva da morte.
O ônibus Scânia, placas BWT- 5902, de Sacramento (MG), teria perdido a direção, arrebentado uma defensa de concreto e caído em uma ribanceira de aproximadamente 30 metros. Nos últimos dez anos, 70 pessoas morreram nesse trecho.
Todos os 42 passageiros do ônibus eram estudantes da cidade mineira de Sacramento, tinham entre 20 e 25 anos de idade e viajavam diariamente para Franca, a 400 quilômetros de São Paulo, para cursar Faculdades e escolas de 2º grau. O motorista e proprietário do veículo, Inácio Rosa dos Santos, de 52 anos, morreu no local.
Para o resgate das vítimas, ambulâncias das cidades da região foram deslocadas para o local. A maioria dos feridos precisou ser içada em pranchas, através de uma corda, pois os veículos que tentavam chegar ao local encontraram grande dificuldade para descer a ribanceira.
Vítima - O estudante Wagner Waldir de Oliveira estava no ônibus e conseguiu sobreviver. Ele foi o primeiro a sair do ônibus e pedir ajuda. Tive de me agarrar no mato e arrastar para conseguir subir o morro e chegar até a pista, contou. Segundo ele, já na ida para Franca o veículo teria apresentado problemas. A roda traseira travou e o motorista soltou os freios, mas não imaginávamos que poderia piorar tanto.
O estudante conta que, na volta, o ônibus começou a ganhar velocidade. Os que estavam na frente alertaram que o veículo estava sem freio. Foi um silêncio total e cada um tentou se proteger como podia. Foi terrível, disse o estudante.
Oliveira, ainda assustado, falou que vai conversar com a família e pensar muito para retornar aos estudos em Franca. Hoje o sentimento é de que não quero mais viajar, finalizou.


