Quito, 27 (AE-AP) - Quatro coronéis e dezenas de outros oficiais estão detidos e sendo investigados por sua participação na insurreição que derrubou o presidente Jamil Mahuad, informou hoje (27) a mídia equatoriana.
O chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, general Telmo Sandoval, confirmou as versões da imprensa segundo as quais estão presos os coronéis Lucio Gutiérrez, Fausto Cobo, Gustavo Lalama e Jorge Brito, chefes da insurreição realizada juntamente com grupos indígenas há seis dias
Gutiérrez foi preso no sábado, quando a rebelião foi sufocada
enquanto que os outros três foram detidos ontem por oficiais militares.
"Eles gozam de todas as garantias", disse Sandoval, acrescentando que existe "pleno respeito a sua integridade física". O militar afirmou também que os detidos enfrentam processos de acordo com as normas da justiça militar.
O recém nomeado ministro da Defesa, almirante da reserva Hugo Unda, afirmou que os insurrectos "terão a oportunidade de se defender".
Embora oficialmente informe-se que os detidos são quatro coronéis, uma fonte do Ministério da Defesa revelou que "há também 12 tenentes-coronéis presos". "Além disso, outros 300 estão sendo investigados para determinar sua participação na insurreição", afirmou a fonte, que pediu para não ser identificada.

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