São Paulo, 26 (AE) - É cada vez mais complicada a situação do vereador José Izar (PFL). Hoje, apenas três das dez testemunhas arroladas pela defesa compareceram à comissão processante, que analisa sua cassação. Nem mesmo o advogado de Izar, Hermes Paulo Milan, apareceu para defendê-lo. Izar, acusado de concussão, prevaricação e uso da máquina administrativa, continua em férias e também não compareceu. A comissão deu prazo de 48 horas para que a defesa de Izar, agora representada por um advogado designado pela Câmara, faça nova convocação ou apresente outros nomes. Eles serão ouvidos na terça-feira.
O primeiro a depor foi o presidente da Sociedade Residencial Amigos do Parque Continental, Pedro Luiz Barrico de Souza. Ele admitiu que encaminhava pedidos de poda de árvore e recapeamento diretamente ao gabinete do vereador. "Era para que a coisa fosse feita mais depressa", afirmou, depois do depoimento. Já a comerciante Zenaide Aparecida Alves Ignácio, proprietária de uma farmácia no Jaguaré, disse à comissão que conheceu Izar na regional da Lapa. Ela foi pedir poda de uma árvore em frente de sua drogaria, quando o vereador se aproximou e perguntou o que ela queria. Willians José Izar, irmão e assessor do parlamentar, negou qualquer participação do vereador na regional da Lapa e também que ele próprio tenha feito uso da regional em sua campanha a deputado estadual.
Entre as testemunhas que não compareceram estavam os deputados federais José Índio (PMDB) e Arnaldo Faria de Sá (PPB) e os estaduais Reynaldo de Barros Filho (PPB) e Conte Lopes (PPB).

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