Dez postes são danificados por dia no PR
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quarta-feira, 02 de outubro de 2013
Vítor Ogawa e Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina A Copel registrou 3.818 colisões contra postes em todo o Paraná em 2012, uma média de 10 acidentes por dia. Entre as cidades com mais ocorrências estão Curitiba, com 573, Maringá (221), Londrina (193) e Cascavel (70). Considerando o índice por grupo de 10 mil habitantes, Maringá possui o pior número, com 6,1 por 10 mil habitantes. Em Londrina esse índice é de 3,8, seguido por Curitiba (3,2) e Cascavel (2,4).
Em Londrina, a média é de 16 ocorrências por mês, geralmente nos fins de semana. De acordo com o gerente de manutenção da Copel, Eduardo Oyama, nos últimos anos este número tem se mantido constante, mesmo assim considera que é elevado para uma cidade do porte de Londrina.
Para justificar, Oyama faz uma analogia com o sistema de saúde. "Quando um hospital precisa atender muitas vítimas de acidente de trânsito, acaba deixando de dar atenção a muitas outras que têm doenças. Com a gente também é assim. É um poste derrubado a cada dois dias. Cada vez que realizamos o conserto de uma ocorrência dessas, deixamos de fazer a manutenção da rede", argumentou.
O caso mais recente envolveu o motorista de um Vectra, com placas de Sarandi (Noroeste), que perdeu o controle do veículo e bateu contra um poste de energia elétrica na Avenida Santos Dumont, zona leste. O acidente foi registrado ontem, por volta das 5 horas.
De acordo com o soldado Fábio Barcelos, do Corpo de Bombeiros, o motorista contou que dormiu ao volante. "O poste só não caiu porque ficou escorado em uma estrutura de ferro. Apenas a passageira que estava no carro ficou ferida", afirmou o socorrista. Ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Oyama explicou que na maioria das colisões há uma combinação de excesso de velocidade com direção perigosa provocada pelo consumo exagerado de álcool. "Dificilmente essas colisões são por problemas mecânicos; as pessoas perderam a noção e estão bebendo muito. Elas não têm mais respeito pelas leis", criticou. O gerente de manutenção da Copel relatou que em períodos de festas, como o Ano Novo e o Carnaval, o número de colisões aumenta para 3 ou 4 ao dia.
Uma colisão contra um poste, relata Oyama, chega a afetar cerca de 4 mil imóveis. "Quando nossa equipe chega ao local faz o isolamento e em 40 minutos a energia é restabelecida na maior parte da área. Depois, apenas a área onde aconteceu a colisão fica sem luz; são cerca de 200 imóveis nessa situação até que a substituição do poste seja realizada", informou, explicando que esse serviço leva cerca de 4 horas.
O gerente destacou que quando colisões como essa acontecem, normalmente moradores da região telefonam para informar a Copel sobre o problema. "Quando o acidente acontece à noite ou de madrugada, muitas vezes os moradores não percebem a falta de luz porque estão dormindo. Nesses casos o nosso sistema acusa quando os cabos batem, vão ao chão ou entram em curto-circuito. Há um equipamento que fica na subestação que provoca o desligamento da rede", explicou.
Segundo Oyama, a Copel não costuma divulgar os valores do serviço, porque depende dos materiais danificados. "Em todos os casos os motoristas responsáveis pela colisão são obrigados a pagar o material e a mão de obra", salientou.
Embora não tenha a quantidade de ações contra a empresa, ele destacou que algumas pessoas que moram na vizinhança do poste danificado e tem os aparelhos eletrônicos danificados entram com ações contra a Copel. "Quando a perícia constata que isso de fato aconteceu, a fatura é encaminhada para o motorista que provocou o acidente", alertou.


