Dez meninas e um menino morrem em chacina no Rio
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quinta-feira, 07 de abril de 2011
Redação FolhaWeb com agências 
Rio de Janeiro - O secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, confirmou no início da tarde de hoje (8) que das onze crianças que morreram na escola Tasso da Silveira, dez são meninas. As crianças tinham entre 12 e 14 anos. Há ainda o registro de 15 alunos feridos.
A secretária municipal de Educação, Claudia Costin, que está em Washington, confirmou por telefone que o atirador, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, era ex-aluno da escola. Ele teria deixado uma carta em que informa os motivos que o levaram a cometer essa atrocidade.
Em entrevista coletiva concedida no pátio da escola, a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marta Rocha, informou que o jovem conseguiu entrar facilmente na instituição por ser ex-aluno e a escola estar completando 40 anos. "Por conta desse aniversário, a escola estava com um projeto em que ex-alunos faziam palestras. Ele disse à professora que iria dar uma palestra", revelou. Segundo Marta, Oliveira não tem antecedentes criminais.
'Herói'
Agentes do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários) do Rio faziam uma fiscalização em uma rua próxima a da escola, por volta das 8 horas, quando uma criança baleada avisou à equipe que havia um atirador dentro da escola. Policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano, que acompanhavam a ação do Detro, se deslocaram até o local.
O sargento Márcio Alves, de 38 anos, foi quem primeiro entrou na escola e, ao se deparar com o criminoso na escada rumo a outras salas de aula, atirou. Ao ser atingido no abdômen, Oliveira caiu e se suicidou com um tiro na cabeça. Ele estava com dois revólveres calibre 38 e um cinturão com munições.
Por sua atuação, o terceiro sargento, que tem 18 anos de corporação, foi chamado de "herói" pelo governador do Rio, Sérgio Cabral.
(Atualizada às 15h55)


