Cerca de três mil pessoas lotaram as ruas do Centro de Londrina na procissão de Corpus Christi, ontem pela manhã. Partindo da Catedral Metropolitana, a multidão seguiu a comitiva de padres e ministros da Eucaristia, guiada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Londrina, dom José Lanza, que levava a hóstia consagrada para os católicos, o corpo de Cristo.
Em toda a cidade, dezenas de ruas amanheceram cobertas por ''tapetes'' montados com pó de serra, sal grosso e pedras, formando desenhos cheios de cores e simbologia. Fiéis enfrentaram o frio da madrugada e começaram os trabalhos cedo. Nas imediações da Catedral, paroquianos se reuniram para estampar as vias públicas com imagens de Jesus, representações da natureza e mensagens de paz. ''É tudo muito simples. Cada um escolhe o seu pedacinho do tapete e monta uma figura como demonstração de fé'', definiu um membro da Paróquia Imaculada Conceição.
A missa de Corpus Christi da Catedral, iniciada às 10 horas, foi acompanhada por milhares de pessoas, boa parte em pé e dezenas do lado de fora da igreja. Dom José Lanza destacou na homilia o mistério da eucaristia: ''Só o nosso culto não é suficiente para atingir o coração de Deus, se não formos ao encontro dos irmãos mais necessitados''.
A procissão partiu por volta das 11h30, contornando a Catedral e as alamedas Miguel Blasi e Manoel Ribas. ''Recuso qualquer trabalho no dia de Corpus Christi. Desde pequena acompanho essas procissões, é bonito demais'', comentou
a empregada doméstica Lurdes Martins Santiago, 50 anos, que saiu cedo do Conjunto Novo Amparo (Zona Norte) com os quatro filhos, de 7 a 13 anos, para acompanhar a maior procissão do calendário religioso em Londrina.
Ao final da procissão, a multidão voltou para a Catedral, onde foram distribuídos 3,5 mil pães abençoados.
O arcebispo de Londrina, dom Albano Cavallin, não participou da missa porque tinha um compromisso no Distrito de Warta, onde foi lançada ontem a pedra fundamental da ''Torre Eucarística''. Segundo o coordenador da Pastoral da Comunicação da Catedral, Célio Magalhães, a torre será uma espécie de mosteiro onde religiosos da Toca de Assis irão se revezar 24 horas por dia, durante 365 dias, orando especialmente por Londrina.

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