Israel Reinstein
A devastação de floresta no assentamento Ireno Alves, em Rio Bonito do Iguaçu, continua provocando briga entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ontem, o presidente do IAP, José Antonio Andriguetto, informou que o Incra deve agilizar o processo de pedido de licenciamento dos assentamentos Ireno Alves e Marcos Freire, região Oeste do Paraná, para regularizar as áreas. Andriguetto afirmou que espera solicitação há dois anos. O Incra informou que uma solução será tomada nos próximos dias.
De acordo com a superintendência do Incra, será estabelecido um estudo definitivo para solucionar os problemas ambientais nos assentamentos. Para isso, o trabalho será feito em conjunto com IAP e Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Renováveis). Para os dois assentamentos, o trabalho será feito em regime de urgência.
No entanto, o presidente do IAP afirma que uma análise do instituto só será trabalhada, quando o Incra realmente apresentar um projeto. ‘‘Enquanto isto, o IAP vai continuar fiscalizando as áreas,agindo conforme a legislação’’, diz. Andriguetto avisa que se houver novos danos ao meio ambiente, serão punidos todos os responsáveis, inclusive o Incra, que detém a posse legal das áreas.
Assessor fundiário - O governo estadual deve apresentar até a metade da semana o nome do assessor fundiário. Durante encontro do governador Jaime Lerner com os sem-terra, na primeira quinzena do mês, Lerner prometeu indicar um assessor, que será responsável pelo processo de assentamento e de desocupações.

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