Deutsche Bank otimista quanto a ações latinas em 2000
Nova York, 10 (AE-DOW JONES) - Em relatório divulgado em Nova York, o Deutsche Bank diz que está reiniciando sua cobertura de ações latino-americanas com uma visão otimista sobre a região no primeiro semestre do ano 2000. O estrategista do banco para América Latina, Renato Grandmont, escreve no relatório que os mercados de ações da região oferecem "tanto valores atraentes como perspectivas de forte crescimento nos lucros". Ele recomenda uma posição "overweight" (acima da média) para Brasil e México, "neutra" para Chile e "underweight" (abaixo da média) para Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela.
"Nós recomendamos aos investidores que concentrem sua alocação de ativos nos dois maiores mercados da região, Brasil e México, os quais acreditamos que deverão liderar o avanço regional", diz o relatório. Entre os motivos para o otimismo, Grandmont cita as mudanças de lideranças políticas na região, a recuperação das economias latino-americanas após processos recessivos e a desvalorização das moedas.
Embora as altas recentes dos mercados da região possam levar a alguma realização de lucros, eles ainda têm um espaço substancial para crescer, por estarem "nos estágios iniciais de um avanço prolongado", diz o relatório.
Segundo Grandmont, o otimismo quanto ao Brasil se baseia "na estabilização do ambiente macroeconômico e suas implicações positivas para a recuperação do setor industrial da economia". Ele ressalvou que os riscos políticos têm um peso maior do que as preocupações com as taxas de juro enquanto motivo para dúvidas quanto às ações brasileiras.
No México, acrescentou, o desempenho sólido da economia e a alta dos preços do petróleo devem conduzir a altas das ações. Grandmont ressaalvou que "duas questões importantes em relação ao México são a força de sua moeda e as incertezas que c ercam a eleição presidencial de julho de 2000".





