Londrina - A Igreja Católica promoveu ontem a 21ª edição do evento "Deus Conosco", no Ginásio de Esportes Moringão. Segundo a organização, cerca de 6 mil pessoas estiveram na celebração, que contou com a participação de 76 paróquias e 320 comunidades da arquidiocese de Londrina. A coordenadora arquidiocesana do evento, Marivone Ferreira Ranieri, destacou que o evento também celebrou o encerramento do Ano da Fé, criado pelo Papa emérito, Bento XVI, e que havia começado em 11 de outubro do ano passado.
"Foi um ano em que a gente celebrou o Cristo Rei e o Cristo Crucificado. Jesus fez da cruz o seu trono e ela se tornou o símbolo de nossa fé. Se para os outros a cruz representa a maldição, para nós se converteu em sinal da salvação", destacou.
Além do encerramento do Ano da Fé, o evento "Deus Conosco" também serviu para celebrar a pós Jornada Mundial da Juventude, que contou com a presença do Papa Francisco.
Cerca de 500 jovens caminharam com padres, irmãs e religiosos desde a Catedral Metropolitana de Londrina até o Ginásio de Esportes Moringão para convocar as pessoas que estavam nas janelas a participarem do ato.
A Irmã Luciana de Almeida, da Congregação Irmãs de Maria do Instituto Schoenstat, ressaltou que queria que os jovens conhecessem com eles uma igreja renovada. "É uma igreja que cresce também com muita alegria e empolgação", apontou.
Uma dessas jovens era Cassiane Lazari, de 21 anos, que faz parte do Grupo de Oração Resgate, da Paróquia nossa Senhora de Lourdes, na Vila Siam. Ela enalteceu que a caminhada foi uma forma de levar o amor de Deus para os jovens que estavam fora da caminhada. "Foi muito bom ver a união de todo mundo", apontou.
Diante de uma faixa estendida com os dizeres "A fé ou se apega ou se apaga", o arcebispo emérito de Londrina, Dom Albano Cavallin, destacou que o Ano da Fé serviu para renovar a visão da fé católica, para a conversão de todos os Evangelhos e para a santificação dos batizados. "A Igreja fez um esforço enorme para a santificação de seus filhos, seja por cursos, palestras ou retiros", destacou. Cavallin destacou que a escolha de Papa Francisco trouxe para a Igreja Católica uma igreja mais próxima dos pobres, mais presente nas ruas, mas revolucionária e menos acomodada. "É uma igreja dos jovens e dos idosos. Nós estamos colocando mais água no feijão. Devemos ser mais evangelizadores", ressaltou, enfatizando que a igreja que se fecha, adoece. "Vá para as ruas! Vocês são missionários?", questionou.

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