Detidos vão para custódias distintas
Os 38 presos na Operação Sucuri serão encaminhados para custódias diferentes, onde aguardarão julgamento ou um eventual habeas-corpus. Os dez atravessadores de mercadorias serão levados para Cadeia Pública de Três Lagoas, os quatro fiscais da Receita Federal e os patrulheiros seguem para a delegacia Receita Federal e os 22 agentes federais ficam na própria delegacia da PF.
O destino deles foi alvo de várias reuniões entre comandos de órgãos federais. A princípio, todos seriam levados para a cadeia pública e para distritos da Polícia Civil. Com o ''Cadeião'' superlotado, o procedimento foi alterado. ''Por enquanto ficaremos com os agentes'', disse o delegado Ronaldo de Almeida César. Os federais estão num auditório da delegacia, cuja segurança externa, ironicamente, foi reforçada.
Pela manhã, o advogado de 18 dos 22 policiais federais presos, Oswaldo Loureiro, chegou a criticar as condições precárias do abrigo destinado aos seus clientes. Ele disse que estão ''amontados num espaço de 30 metros quadrados'' (ou um metro quadrado por pessoa) quando a Lei de Execuções Penais estipula como razoável o espaço de seis metros quadrados por interno.
O delegado-chefe da PF, em Foz, Joaquim Claudio Figueiredo Mesquita, garantiu que a delegacia recebeu reforço ''equivalente'' ao número de agentes detidos um quinto do efetivo. Segundo ele, o trabalho está sendo executado sem problemas. Como acontece nas quartas-feiras, ontem foi grande o movimento de sacoleiros na Ponte da Amizade. A maioria passou sem fiscalização, já que a vistoria por amostragem abrange de 5% a 7% do fluxo total.





