Detidos mais três médicos de hospital
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Justiça determinou a prisão preventiva de mais quatro funcionários do Hospital Evangélico (HE) de Curitiba por envolvimento na investigação de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral da instituição. Três são médicos anestesistas e foram detidos na manhã de ontem. A Polícia Civil não tinha informações de qual seria o cargo da quarta pessoa, que não havia sido localizada pela polícia até o fechamento desta edição. As prisões foram determinadas pela Vara de Execuções Penais de Curitiba na noite de sexta-feira.
De acordo com informações da Polícia Civil, os funcionários trabalhavam na mesma UTI que a médica Virgínia Soares de Souza Marcelino, que está presa desde o último dia 19, acusada de homicídio qualificado.
Foram detidos na manhã de ontem os médicos Maria Israela Cortez Boccato, Edson Anselmo da Silva Junior e Anderson de Freitas. De acordo com o advogado dos três profissionais, Adilson Lima, Freitas se apresentou espontaneamente porque não ''teme nada e não fez nada ilegal''. Lima trabalha com o advogado Elias Mattar Assad, que defende também a médica Virgínia de Souza.
Maria Israela está presa no Centro de Triagem em Curitiba e Edson da Silva, no 5º Distrito Policial. Anderson de Freitas ainda estava sendo ouvido pela polícia até o fechamento desta edição. O advogado Adilson Lima informou que a defesa desconhecia as implicações que pesam contra os três médicos. Só depois de tomar conhecimento é que poderia emitir um juízo de valor sobre os novos casos. ''O que existe é um grande equívoco em relação à médica Virgínia. O que a polícia tem é um grande nada. Acredito que as acusações (em relação a ela) não vão se sustentar'', disse.
O advogado Elias Assad apresentou ontem no Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) uma autorização do juiz Pedro Sanson Corat para que ele tenha acesso às gravações telefônicas que embasam a investigação da Polícia Civil no caso da médica Virgínia. Mais de 60 pessoas já procuraram a polícia para denunciar possíveis condutas irregulares na UTI do hospital.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) emitiu uma nota no final da manhã na qual esclareceu que nunca foi oferecida denúncia envolvendo uma das UTIs do Hospital Evangélico. O CRM informou que aguarda a entrega dos autos com a finalidade de instruir sindicância. O Conselho manifestou ainda confiança no corpo clínico da instituição, afirmando que durante décadas ela luta pelo bem-estar de toda a sociedade paranaense.
O Hospital Evangélico foi procurado para se pronunciar sobre as novas prisões, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.


