Araçatuba, SP- Agentes de segurança precisaram usar bombas de gás lacrimogêneo nesta quinta-feira para acalmar os detentos internados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do Centro de Readaptação Penitenciário (CRP) de Presidente Bernardes, a 605 quilômetro de São Paulo. Os detentos iniciaram um tumulto porque achavam que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, tido como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), estivesse sendo transferido para o presídio federal de Catanduvas.
Marcola foi retirado da cela para prestar depoimento a quatro promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e Presidente Prudente. Por cerca de duas horas, o líder do PCC foi questionado sobre a morte do bombeiro Alberto Costa, de 41 anos, na madrugada de 13 maio, quando tentava avisar os colegas dos ataques do PCC na frente do quartel do 2º Grupamento de Bombeiros (GB), no centro de São Paulo.
Os promotores não quiseram falar com a imprensa, mas a reportagem apurou que Marcola negou ter determinado os ataques, muito menos a bombeiros. Enquanto Marcola prestava esclarecimentos, os agentes iniciaram a blitz para conter as pancadas que os detentos desferiam contra o vidro que fica atrás das grades das janelas.

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