Detentos de Cornélio Procópio fazem rebelião Lúcio Flávio Moura De Londrina Revoltados com a superlotação na Cadeia Pública de Cornélio Procópio, 20 presos transformaram na tarde de ontem uma tentativa frustrada de fuga em rebelião. As 18 horas, o motim foi controlado, depois que um juiz, um promotor e o delegado-chefe foram ouvir, um a um, o grupo rebelado. Sem reféns, confronto e feridos, o saldo da rebelião se limitou à destruição parcial da ala superior do presídio. O motim começou após retorno do banho de sol. Os presos trancaram por dentro a porta de zinco que dá acesso às celas, isolando os carcereiros e os soldados de plantão, e começaram a destruir grades e paredes. Outro grupo tentava escapar perfurando a parede com estoques (facas rústicas). Homens do Grupo de Operações Especiais (GOE) neutralizaram a tentativa de fuga e cercaram o prédio. Os presos acabaram se acalmaram e tiveram seus estoques apreendidos. Eles foram removidos para celas onde ficam presos de bom comportamento. Até as 20h30 de ontem, a reunião entre o comando da Polícia Civil, o comando da Polícia Militar, o juiz de Direito, o promotor e os presos ainda não havia se encerrado. As principais queixas dos rebelados são a superlotação, a demora na transferência de detentos já apenados e as péssimas condições do prédio.