Rio, 16 (AE) - Os agentes penitenciários Dílson Ramos, Carlos Felipe Chaves e Reginaldo Carvalho foram esfaqueados hoje à tarde pelo detento Arnaldo Vieira Neto, na Penitenciária Lemos Brito (Centro). Eles reagiram e dispararam dois tiros contra o preso, que morreu no hospital Souza Aguiar. Dois dos agentes também foram levados para o hospital, mas já estão liberados. O outro agente foi atendido no ambulatório da penitenciária, que faz parte do Complexo Frei Caneca.
Durante o horário de visitas, Vieira Neto teve um surto e disse que os parentes dos presos eram "diabos" e queriam matá-lo. Ele então foi isolado em uma sala, ao lado da sala de vigilância, mas conseguiu quebrar janelas e porta e roubou três facas na cozinha. Os agentes detiveram o preso antes que ele chegasse ao pátio. Antes de atirar, os agentes dispararam balas de borracha para assustar o detendo.
Vieira Neto havia sido condenado a 15 anos de prisão por assalto a mão armada, uso e tráfico de drogas. A direção geral do Departamento de Sistema Penitenciário (Desipe) abriu uma sindicância para apurar o caso.

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