Detentas fazem rebelião de quase 16 horas
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segunda-feira, 22 de julho de 2002
Talita Figueiredo<br> Agência Folha 
Rio de Janeiro - As 26 detentas da galeria A do presídio feminino Talavera Bruce (Bangu, zona oeste do Rio) promoveram uma rebelião que durou quase 16 horas. Duas agentes penitenciárias foram mantidas reféns.
Para negociar com a PM (Polícia Militar), as presas exigiram a presença do secretário Estadual de Justiça, Paulo Saboya, e de jornalistas.
A rebelião começou por volta das 22h de domingo. Com estoques (facas artesanais) e lâmpadas quebradas, as presas capturaram as agentes Ana Cláudia Pereira e Vera Lúcia. A seguir, atearam fogo em lençóis e quebraram parte do telhado.
Vera teve uma crise de hipertensão e foi libertada pelas rebeladas pouco antes das 8h de ontem. Às 13h30, elas libertaram a outra agente e puseram fim à rebelião. Uma presa sofreu um corte na cabeça e precisou ser medicada. O nome dela, que é acusada de ser delatora, não havia sido divulgado até as 18h.
As detentas pediram a Saboya a troca imediata da direção do presídio, acusando seus integrantes por suposto abuso de autoridade, e o aumento do número de defensores públicos no presídio.
Elas reclamaram ainda da volta do uso da cela solitária, como castigo por mau comportamento.
Segundo o Desipe (Departamento do Sistema Penitenciário), o secretário, que não negociou com as presas, prometeu apenas aumentar o número de defensores públicos (não foi divulgado em quanto) e apurar as denúncias de maus tratos.
Fuga - No início da tarde de ontem, 20 menores internos no Instituto Padre Severino (Ilha do Governador, zona norte) fugiram. Houve uma tentativa de rebelião, contida pela PM.
No último dia 17, 84 menores infratores conseguiram fugir do instituto. Apenas 30 foram recapturados.


