Detalhes indicam segurança na manipulação em self-services
Os restaurantes self-services no Brasil caíram no gosto popular, há alguns anos, pela praticidade e pelo preço mais acessível. Mas é preciso ficar atento a alguns detalhes que indicam segurança na manipulação dos alimentos.
Os pratos quentes, ensina o biomédico e consultor Roberto Martins Figueiredo, devem estar em temperatura acima dos 60 graus. Não há como o cliente medir isso, ''ninguém sai de casa com termômetro'', mas é possível observar se há vapor saindo da comida. ''Não vapor vindo de baixo, mas da comida'', ressalta. Da mesmo maneira, o alimento frio tem que estar frio. ''É possível perceber a diferença''.
Outro item importante é que nos restaurantes self-services não deve haver reposição de alimentos, mas substituição. Ele exemplifica: ''imagine aquele prato com um monte de bifes, os clientes vão se servindo e sobram três. Aí, vem o funcionário e coloca mais bifes. Aqueles três vão contar a história de todos os clientes que passaram no dia''.
Resolver esse problema passa por um planejamento do lojista. ''Com certeza, ele sabe a quantidade que vende por dia'', diz. E, às vezes, as soluções são bem simples. ''Uma lojista em Manaus, que comercializava tortas, diminuiu o tamanho delas para que não sobrasse'', exemplifica.
No restaurante self-service, recomenda o especialista, também deve haver uma apara de vidro entre os clientes e o alimento. Isso evita que caia cabelo e saliva na comida.
Outra condição é que o restaurante mantenha o mesmo padrão de qualidade do momento que abre até a hora que fecha. ''O padrão tem que ser o mesmo. Se o restaurante não tem condições de atender às 15 horas do mesmo jeito que às 11 horas, que feche mais cedo, às 14 horas, por exemplo. O problema é que as pessoas aceitam isso e até já sabem que se chegar depois das 14 horas no restaurante a qualidade não é a mesma'', alerta. (C.P.)





