Desvio do Fundef no Acre chega a 15%, afima sindicato
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Edmilson Ferreira, especial para a AE 
Rio Branco, 21 (AE)- O desvio de recursos do Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) chega a 15% dos cerca de R$ 3 milhões depositados mensalmente na conta das prefeituras do Acre, informa o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac). Este ano a entidade já denunciou três prefeitos ao Ministério Público Estadual.
O prefeito de Plácido de Castro, a 100 quilômetros de Rio Branco, Luis Pereira, que teria usado o Fundef até para pagar táxi, está sendo processado. No total, segundo a denúncia assinada pelo procurador geral de Justiça Edmar Monteiro, Pereira teria fraudado em cerca de R$120 mil o Fundef em 1999. "Esses desvios deverão estar entre os grandes escândalos financeiros e administrativos do Acre", avalia Monteiro. Ele designou dois promotores para investigar a aplicação do dinheiro do Fundef. "A situação é tão grave que o Tribunal de Contas pediu intervenção do Estado em Plácido de Castro", disse Claudio Ezequiel, presidente do Sinteac. Desde que começou a denunciar o rombo no Fundef, ele passou a andar com segurança.
De acordo com o Sinteac, 30% das prefeituras recebem do Fundef o dobro do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Em Porto Walter, município com 1.400 alunos, a prefeitura comprou R$ 7 mil em lápis. Ou seja: 35 lápis para cada estudante durante um ano", diz o sindicalista.
CPI - A deputada Naluh Gouveia (PT) está recolhendo assinaturas para aprovar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Fundef na Assembléia Legislativa.


