Desvalorização do real reduz lucros, diz Sebrae-SP
São Paulo, 5 (AE) - A desvalorização do real frente ao dólar trouxe, num primeiro momento, mais prejuízos do que benefícios às micro e pequenas empresas paulistas. Sondagem realizada pelo Sebrae-SP, junto a 395 empresas, revela que para 90% das empresas consultadas, a medida foi responsável pelo aumento dos custos das matérias-primas e mercadorias. O estudo, realizado entre os dias 18 e 22 de abril, considerou o desempenho do setor nos quatro primeiros meses do ano e mostra, ainda, que, para 76% das empresas, houve queda significativa no consumo, logo após a adoção da medida.
Segundo a Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Pecompe), realizada em abril, o faturamento médio mensal das MPEs registrou uma alta de 15% em março, com relação ao mês anterior. Comparado a março de 1998, o desempenho do resultado foi negativo em 12,8%. A sondagem ainda aponta que o melhor resultado em termos de faturamento foi das MPEs industriais, com um crescimento de 23,7%. O setor de Serviços registrou um aumento de 18,9% no faturamento e o de Comércio, 11%.
Apesar do aumento de custos registrado pela grande maioria das empresas e da queda inicial da demanada, a sondagem detectou que 73% dos empresários mantiveram estáveis o número de empregados e o valor dos salários pagos (91%). A saída para 78% das empresas consultadas foi a redução na margem de lucro. Os impactos negativos da desvalorização do real começaram a se reverter em março deste ano, segundo a pesquisa desenvolvida pelo Sebrae-SP e Fundação Seade, junto a 2 mil empresas.
Amanhã, em entrevista coletiva às 10h, na sede da entidade, em São Paulo (Rua Vergueiro, 1117, 21º andar), a entidade divulga a íntegra da pesquisa que revela a evolução da conjuntura dos pequenos negócios. segundo informou a assessoria do Sebrae-SP.





