Desvalorização do real pode facilitar projetos do grupo Randon
Porto Alegre, 14 (AE) - A desvalorização do real frente ao dólar provocada pelo alargamento da banda cambial vai facilitar os planos do grupo Randon, de Caxias do Sul, de aumentar em até 20% suas exportações em 1999. No ano passado, o conglomerado, que atua com maior força nos segmentos de implementos rodoviários, autopeças e caminhões fora-de-estrada, vendeu cerca de US$ 75 milhões no exterior, o equivalente a quase 17% dos US$ 450 milhões estimados como receita líquida.
Segundo o diretor corporativo Astor Schmitt, o resultado da desvalorização do real será positivo para o grupo, pois ele mantém um saldo positivo na relação entre exportações e importações. Além disso, apesar de ter contratado, em dezembro, um empréstimo de US$ 60 milhões junto à IFC (International Finance Corporation), a Randon acredita que a elevação dos custos será diluída ao longo do período de pagamento, de dez anos. Os recursos serão utilizados para financiar investimentos nas controladas Randon Implementos Rodoviários e Fras-Le.
Schmitt entende que a flexibilização do câmbio foi uma ``medida saudável', mas afirma que ele não é suficiente para criar um clima de otimismo ``da noite para o dia'. Embora a situação tenha ``parado de piorar', no médio prazo o cenário continua ``preocupante', avalia o diretor. De acordo com ele, os juros continuam ``extremadamente elevados' e não recuarão enquanto o governo não implementar o ajuste fiscal e as reformas constitucionais.





