São Paulo, 05 (AE) - As empresas que atuam na área de logística registraram uma queda de 10% em sua atividade no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado em função da desvalorização cambial. A informação é de Reinaldo Moura, vice-presidente do Instituto Imam, associação que reúne empresas e profissionais de logística. Ele disse que o aumento do dólar também provocou queda na importação de diversos tipos de equipamentos destinados à movimentação e armazenagem de materiais, embalagens e distribuição física, além de softwares e sistemas informatizados para esta área.
As expectativas a longo prazo são, entretanto, positivas. "Esta é a última fronteira a ser transposta pelas empresas para redução de custos e melhora do atendimento ao cliente", avaliou Moura. Ele acrescentou que tem aumentado a procura de empresários por consultorias da área, visando a diminuir despesas e agilizar a entrega de mercadorias. Este setor, que há cerca de quatro anos começou a ganhar corpo no País, representou no ano passado aproximadamente 1,4% do PIB, segundo estimativas do Imam. O número não considera os resultados de empresas de transporte urbano de mercadorias.
O 2º Salão de Logística que está ocorrendo esta semana no Expo Center Norte recebeu 16 mil visitantes entre segunda-feira e ontem (04). O evento, que acaba amanhã (06), tem 174 expositores, entre empresas de consultoria, fornecimento de softwares, operadores de logística, fabricantes de equipamentos de movimentação de mercadorias, estanterias e estocagem, de embalagens e transporte urbano. Algumas das grandes empresas são a Colúmbia, Daewoo, Hyster, Kwikasair, Marfinite, Real Cargas, Toyota e Ultragaz.

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