Destroços se espalham por quatro quilômetros
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
Agência Folha São Paulo 
Os destroços do avião da TAM danificado por uma explosão se espalharam por uma área de quatro quilômetros quadrados em três fazendas da zona rural de Suzano (35 quilômetros a leste de São Paulo). Pedaços da fuselagem e do revestimento interno da aeronave ocuparam completamente as caçambas de duas camionetes D-10 do Corpo de Bombeiros.
De acordo com os bombeiros, foram encontrados três assentos, quatro janelas e grandes pedaços da fuselagem, o maior deles com três metros de comprimento. Segundo moradores da região, uma forte explosão foi ouvida por volta das 8h40 de ontem.
Ninguém viu o avião, pois havia uma neblina muito forte na hora do acidente. Mas, de repente, ouvimos uma explosão e vimos um corpo e pedaços de metal caindo do céu, relatou a agricultora Maria Aparecida da Costa, 47, que colhia nabos na hora da explosão. Cerca de 20 segundos após a explosão, o corpo do empresário Fernando Caldeira de Moura, 38, caiu na mesma plantação, na fazenda da Mandioca, a cerca de 50 metros do local onde Maria Aparecida trabalhava.
Quando o corpo caiu no chão, levantou uma nuvem de poeira. Quando fui olhar o que era, vi um homem morto dentro de um buraco, afirmou o também agricultor Moacir Vieira, 34, segunda pessoa a chegar ao local da queda.
O maior pedaço da fuselagem foi encontrado a cerca de um quilômetro do local da queda, perto de uma horta de alface. Um quilômetro adiante, na fazenda Tijuco Preto, três assentos e outros pedaços da fuselagem foram encontrados. Em outra fazenda, a Casa Amarela, aproximadamente a dois quilômetros do corpo, estava um pé de sapato de Caldeira de Moura, seus documentos e a passagem aérea, que custou R$ 46,59.


