Os destroços do avião da TAM danificado por uma explosão se espalharam por uma área de quatro quilômetros quadrados em três fazendas da zona rural de Suzano (35 quilômetros a leste de São Paulo). Pedaços da fuselagem e do revestimento interno da aeronave ocuparam completamente as caçambas de duas camionetes D-10 do Corpo de Bombeiros.
De acordo com os bombeiros, foram encontrados três assentos, quatro janelas e grandes pedaços da fuselagem, o maior deles com três metros de comprimento. Segundo moradores da região, uma forte explosão foi ouvida por volta das 8h40 de ontem.
‘‘Ninguém viu o avião, pois havia uma neblina muito forte na hora do acidente. Mas, de repente, ouvimos uma explosão e vimos um corpo e pedaços de metal caindo do céu’’, relatou a agricultora Maria Aparecida da Costa, 47, que colhia nabos na hora da explosão. Cerca de 20 segundos após a explosão, o corpo do empresário Fernando Caldeira de Moura, 38, caiu na mesma plantação, na fazenda da Mandioca, a cerca de 50 metros do local onde Maria Aparecida trabalhava.
‘‘Quando o corpo caiu no chão, levantou uma nuvem de poeira. Quando fui olhar o que era, vi um homem morto dentro de um buraco’’, afirmou o também agricultor Moacir Vieira, 34, segunda pessoa a chegar ao local da queda.
O maior pedaço da fuselagem foi encontrado a cerca de um quilômetro do local da queda, perto de uma horta de alface. Um quilômetro adiante, na fazenda Tijuco Preto, três assentos e outros pedaços da fuselagem foram encontrados. Em outra fazenda, a Casa Amarela, aproximadamente a dois quilômetros do corpo, estava um pé de sapato de Caldeira de Moura, seus documentos e a passagem aérea, que custou R$ 46,59.

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