Re­ci­fe - Os pri­mei­ros des­tro­ços do Air­bus-A330 da Air Fran­ce re­co­lhi­dos no mar não con­têm si­nais de cha­mus­ca­men­to ou de ­ação de fo­go. As 37 pe­ças, res­ga­ta­das e apre­sen­ta­das on­tem em Re­ci­fe, es­tão di­la­ce­ra­das, em pe­da­ços de no má­xi­mo 3 me­tros de com­pri­men­to.
  O ­avião, com 228 pes­soas a bor­do, ­caiu no ocea­no Atlân­ti­co na noi­te de 31 de ­maio, quan­do ope­ra­va um voo en­tre o Rio e Pa­ris. Ho­je fo­ram re­co­lhi­dos ­mais ­seis cor­pos, o que ele­va a 50 o to­tal já res­ga­ta­do.
  Se­gun­do es­pe­cia­lis­tas, a con­di­ção do ma­te­rial apre­sen­ta­do, alia­da ao es­ta­do dos cor­pos já en­con­tra­dos -com si­nais de fra­tu­ras e ne­nhum de­les car­bo­ni­za­do-, for­ta­le­ce a te­se de que não hou­ve ex­plo­são no ar, pe­lo me­nos em par­te do ­avião.
  As bor­das dos des­tro­ços não são uni­for­mes. Apa­ren­tam pe­da­ços de pa­pe­lão ras­ga­dos com as ­mãos. En­tre as pe­ças, des­ta­cam-se ­duas pol­tro­nas usa­das por co­mis­sá­rios de bor­do.
  Os as­sen­tos es­tão de­sar­ma­dos, en­cos­ta­dos a um res­to de pa­re­de bran­ca ain­da in­tac­to. Os cin­tos de se­gu­ran­ça, com fi­ve­las ver­me­lhas, es­tão aber­tos e re­co­lhi­dos, co­mo se não ti­ves­sem si­do usa­dos no voo.
  A si­tua­ção re­for­ça a sus­pei­ta de que os pro­ble­mas que le­va­ram à que­da do Air­bus de­vem ter ocor­ri­do de for­ma mui­to rá­pi­da, sem tem­po até mes­mo pa­ra que a tri­pu­la­ção bus­cas­se se pro­te­ger. Os pi­lo­tos tam­bém não de­ram ne­nhum avi­so por rá­dio ao cen­tro de con­tro­le.

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