Destino de Chico Amaral será decidido sexta-feira
Destino de Chico Amaral será decidido sexta-feira14/Mar, 15:59 Por Clayton Levy Campinas, SP, 14 (AE) - A comissão processante que apura denúncias de irregularidades cometidas pelo prefeito de Campinas Chico Amaral (PPB), decide na sexta-feira (17) se prossegue com o processo de cassação ou arquiva o caso. Hoje, os três vereadores encarregados da apuração começaram a estudar a defesa do prefeito, apresentada ontem (13). Segundo o presidente da CP, Sergio Benassi (PC do B), até o final da próxima semana a situação de Amaral estará definida. Caso a Comissão não acate as alegações da defesa e decida pelo prosseguimento do processo de cassação, a presidência da Câmara Municipal deverá marcar uma sessão extraordinária para votar o impeachment. Amaral é acusado de cometer sete irregularidades administrativas, desde que assumiu o governo da cidade, em 1997. O prefeito poderá ser cassado mesmo que apenas uma das acusações seja acatada pelos vereadores. Na defesa apresentada ontem, os advogados do prefeito alegam que em nenhuma das acusações houve dolo por parte do chefe do Executivo. O presidente da CP não quis comentar os argumenmtos de Amaral. "Qualquer opinião emitida antes do tempo poderá ser interpretada como prejulgamento e resultar na suspensão do processo", explicou. Na segunda-feira, os líderes das bancadas deverão reunir-se com o presidente do Legislativo, Tadeu Marcos (PMDB), para definir a data da votação final. Segundo Marcos, se o relatório da CP apontar para a abertura do processo de cassação, a sessão extraordinária deverá ser marcada para terça ou quinta-feira de semana que vem. A sessão, segundo ele, deverá durar, no mínimo, oito horas. A defesa do prefeito terá duas horas para se pronunciar. Caso Amaral seja cassado, o cargo será assumido pelo vice, Carlos Cruz (PMDB). As denúncias contra o prefeito foram apresentadas pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais. Entre as irregularidades cometidas por Amaral, estaria a contratação, sem concurso público, de dois mil professores para a rede municipal de ensino. O prefeito diz que os professores foram contratados por concurso, mas o processo teria sido anulado pela Justiça. Amaral também é acusado de pagar remuneração acima do teto salarial da prefeitura ao ex-gerente da cidade José Vasconcelos Cunha e aprovar contratos superfaturados na terceirização dos serviços de coleta de lixo e merenda escolar. Em sua defesa, porém, ele alega que os preços contratados com as empresas são os mesmos pagos pela administração anterior.





