Despesas com consultoria chega a 30% do valor
Outra distorção apontada pelo técnico Cid Cordeiro, do Dieese, são os pesos dados para cada índice da fórmula de pedágio. Ao todo, são 12 componentes definidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre eles o IGPM, as médias anuais dos custos de terraplenagem, pavimentação, obras especiais, construção civil, consultoria rodoviária e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM). Por exemplo, os gastos feitos com consultoria rodoviária representam 30% do valor da tarifa. Já o que se paga com asfalto não passa de 20%. A própria FGV está reavaliando os índices rodoviários, porque eles estão superestimados, por não levar em conta a modernização tecnológica, que significou redução de custos, acrescentou.
Outro ponto criticado é que a fórmula que reajusta o pedágio não considera o cumprimento do cronograma de obras. É preciso criar um redutor das tarifas, em função do que foi realizado de duplicações ou construções de passarelas, afirmou o economista.
Cid Cordeiro sugere que seja incluído um redutor dos ganhos extras das concessionárias. Por exemplo, os dutos de gás, telecomunicação e energia pagam tarifas por passarem na faixa de domínio das estradas.
Ontem, não houve o encontro que definiria o valor da alta das tarifas, sendo adiado sem uma data fechada. E a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) também vem evitando falar sobre o assunto. (I.R.)





