Brasília, 20 (AE) - As despesas com juros nominais no primeiro bimestre do ano do setor público consolidado foram de R$ 13,756 bilhões levando em conta a variação do câmbio no período. O valor divulgado há pouco pelo Depec equivalia a 7,73% do PIB. Sem levar em conta a variação do câmbio, o valor dessas despesas, no mesmo período, foi de R$ 14,916 bilhões, que correspondiam a 8,39% do PIB. O valor dos gastos com juros nominais no período de 12 meses terminados em fevereiro, levando em conta a variação cambial, foi de R$ 71,469 bilhões, equivalentes a 6,88% do PIB. Sem o câmbio, o valor, nesse período, ficou em R$ 88,177 bilhões, o que equivalia a 8,51% do PIB.
O Banco Central informou há pouco que os vencimentos de títulos públicos federais neste mês serão de R$ 20,802 bilhões. Para o próximo mês, o BC prevê que haverá o vencimento de R$ 27 552 bilhões em títulos emitidos pelo próprio BC e pelo Tesouro Nacional. O cronograma de vencimentos mensais de junho até dezembro: junho - R$ 15,689 bilhões, julho - R$ 16, 622 bilhões, agosto - R$ 33,755 bilhões, setembro - R$ 7,564 bilhões, outubro - R$ 22,360 bilhões, novembro R$ 23,497 bilhões, dezembro - R$ 10,393 bilhões.
A dívida mobiliária dos Estados e municípios aumentou em março para R$ 12,958 bilhões. em fevereiro, a divida mobiliária de Estados e municípios era de R$ 12,937 bilhões. O maior devedor, segundo dados do Depec, era o município de São Paulo, que tinha um débito de R$ 10,549 bilhões. O Estado de Santa Catarina devia mais R$ 1,087 bilhão. Os demais Estados e municípios tiveram suas dívidas reduzidas quase a zero devido a renegociação feita com o governo federal que envolveu a federalização dos títulos estaduais e municipais.

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