Observar o vizinho lavando o carro com a mangueira aberta e a água escorrendo pelo chão. Passar pela calçada sempre molhada em função do excesso de zelo dos funcionários de um condomínio são atitudes que estão incomodando moradores de Londrina e Cambé. A Sanepar registrou, no mês de agosto, 84 denúncias de desperdício.
Embora a população da região não esteja sofrendo qualquer limitação quanto ao fornecimento de água - durante a maior estiagem dos últimos 70 anos - cada vez as mais pessoas demonstram que estão alertas e conscientes de que é preciso mudar a cultura quanto ao consumo da água.
A Sanepar implantou no mês passado um novo procedimento comercial para mensurar as chamadas para denúncia. Foi criado um código especial no sistema de atendimento ao cliente para recepcionar as reclamações e direcioná-las para a área de Marketing da empresa, responsável pelo encaminhamento de correspondências de alerta e orientação ao denunciado.
Em Londrina, 74 pessoas ligaram para o 115, entre os dias 1º e 22, para registrar o uso irracional da água, seja na vizinhança de sua residência ou em algum outro ponto da cidade.
''Percebemos que a comunidade tem mostrado maior consciência ecológica e ambiental'', destaca o gerente geral da Sanepar na Região Metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls.
Segundo o gerente, o recebimento da correspondência deve garantir a reflexão do usuário sobre os cuidados necessários para que a água - recurso não-renovável e escasso - não venha a faltar . ''Qualquer tipo de desperdício de água tratada deve ser condenado. É preciso mudar comportamentos individualistas e imediatistas'', alerta Bahls.

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