Londrina - A delegada do 3º Distrito Policial de Londrina, Geane Santos, abriu inquérito para apurar susposto crime de estelionato praticado pela empresa Despachante Santo Expedito, localizada no Jardim Bandeirantes, Zona Oeste.
O dono da empresa é José Benedito Gato, que teve registro profissional cassado pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), conforme portaria 050/2012, publicada no dia 16 de março no Diário Oficial do Estado.
Ele continuava exercendo a profissão mesmo sem a permissão do órgão. O fato foi motivo de investigação por parte da Coordenação de Infrações e Auditagem (Coia) do Detran-PR. Dias atrás, uma fiscalização realizada no estabelecimento culminou na apreensão de mais de 300 documentos de terceiros que contrataram os serviços de José Gato.
Ontem, cerca de 20 pessoas registraram queixa por estelionato no 3º DP. ''São pessoas que tinham pago as taxas para fazer transferência do veículo ou outro tipo de serviço. Ele (despachante) vai ter que dizer se não honrou o contrato ou se tinha má-fé. Isso deve ser comprovado na instrução'', explicou a delegada Geane Santos.
José Gato fechou ontem o estabelecimento. Na porta havia um cartaz que avisava aos clientes que o local estaria fechado por 15 a 20 dias para a ''regularização da situação''. A reportagem tentou conversar com ele, mas Gato estava avesso a entrevistas. Ele confirmou que fechou seu estabelecimento por determinação do Detran. ''Não é que eu estava há seis meses sem licença. Eu fui afastado pelo Detran e contratei um advogado para resolver esse problema. Eu sou pobre e preciso trabalhar. Sou um ser humano'', declarou.
Questionado sobre o motivo da cassação de seu registro profissional, ele não quis responder. ''Agora estou com outro advogado e reabrirei o estabelecimento quando eles (os funcionários do Detran) determinarem que poderei abrir'', argumentou.

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