Assunção - Empresários da tríplice fronteira, entre Paraguai, Brasil e Argentina, disseram ontem que a desordem na Ponte da Amizade favorece o contrabando, a delinquência e o suborno, insistindo na necessidade de que sejam instalados postos aduaneiros fora da zona.
A falta de ordem nessa reduzida área é também um dos obstáculos para atrair mais turistas à Cidade do Leste (330 km a leste de Assunção), denuncia nota apresentada às autoridades pelo Centro de Importadores e Comerciantes do Alto Paraná (Cicap).
Tanto táxis, quanto caminhões, caminhonetes e ônibus de turismo estacionam ao longo da rota internacional até na boca da ponte que liga o Paraguai ao Brasil sobre o rio Paraná, prejudicando o trânsito.
‘‘São 500 metros de engarrafamento criado artificialmente na ‘Ruta VII internacional’, que há anos favorece a formação de grupos mafiosos, que tiram proveito da desordem’’, acrescenta a nota.
Shariff Hammoud, presidente do Cicap, disse que a anarquia espanta potenciais compradores turistas e que somada à crise, a situação prejudica ainda mais a cidade.
Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, junto à vizinha argentina Puerto Iguazú, formam um poderoso triângulo comercial turístico conhecido como a tríplice fronteira, uma região onde se realiza um numeroso intercâmbio comercial e onde vivem representantes de 80 etnias procedentes de várias partes do mundo.
Informes de organizações internacionais de inteligência divulgados depois dos atentados de 11 de setembro levantavam suspeitas sobre a existência nessa zona de membros refugiados de organizações extremistas árabes.

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