Desmembramento reduziu arrecadação de Castro
Giovani FerreiraPrefeito de Castro diz aceitar, mas não concordar com a emancipaçãoO maior prejudicado com a emancipação de Carambeí foi o município de Castro. Com uma queda de 46% em sua arrecadação, Castro está pagando pelo sucesso e estabilidade financeira de Carambeí.
De R$ 2,4 milhões em dezembro de 1996, a média mensal da arrecadação de Castro caiu este ano para R$ 1,3 milhão. O prefeito de Castro, Claudioni Braga (PMDB), disse que aceita, mas não concorda com a emancipação de Carambeí.
O município foi obrigado a implantar um rígido processo de contenção de despesas para compensar as perdas na arrecadação. As mudanças principais aconteceram na atividade operacional da Prefeitura.
Segundo Claudioni, ela está sendo dirigida como se fosse uma empresa. Hoje o município está se virando como pode, mas poderiamos estar bem melhor, lamenta o prefeito.
Castro, que já esteve em 9º lugar no ranking estadual de arrecadação do ICMS, hoje ocupa a 15º colocação. De janeiro até maio a arrecadação de ICMS caiu 13% e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi reduzido em aproximadamente 17%.
Esses números e percentuais dão idéia das dificuldades que o município está passando com a emancipação de Carambeí.
Apesar de tudo, explica Claudioni Braga, Castro vem superando os problemas e aos poucos se recupera dos prejuízos causados pelo desmembramento de Carambeí. A economia do município está crescendo principalmente no setor primário.
Como o maior produtor de leite do Estado, Castro ainda está diretamente ligado a Carambeí, por ser o principal fornecedor da matéria-prima para a agroindústria do novo município. Prova de que nem mesmo a emancipação político-econômica foi capaz de eliminar os laços que ligam as duas comunidades.





