Desmatamento na Amazônia cai 82%, diz ONG
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Agência Brasil 
Brasília - O desmatamento na Amazônia entre agosto e dezembro de 2008 caiu 82% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados ontem pela organização não-governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O monitoramento registrou 635 quilômetros quadrados de desmate entre os meses pesquisados, contra 3.433 quilômetros quadrados no mesmo intervalo em 2007. Em novembro de 2008, os satélites do Imazon detectaram 61 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, área 94% menor do que a registrada em 2007. O tamanho da devastação no mês de dezembro caiu e chegou a 50 quilômetros quadrados, redução de 27% entre 2007 e 2008.
No entanto, o desmatamento pode ser muito maior, porque a região fica encoberta por nuvens que dificultam o trabalho dos satélites, como reconhece a entidade. Os dados de desmatamento nesse período podem estar subestimados, pois nesses dois meses houve grande cobertura de nuvens na região, correspondendo a 68% em novembro e de 73% em dezembro. Além disso, a parte do Maranhão que compõem a Amazônia Legal não foi analisada, indica o relatório.
O monitoramento do Imazon é paralelo ao levantamento oficial, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Por causa das condições de visibilidade nos últimos meses do ano, o Inpe preferiu interromper a divulgação mensal do desmatamento e vai apresentar os dados consolidados para o período no fim de fevereiro.
Ministro
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou ontem que a redução expressiva deve-se às ações do governo. ''Foram intensificadas as ações da Polícia Federal e do Ibama. Outro motivo é a entrada em vigor, desde julho, do decreto do Conselho Monetário Nacional, que cortou o crédito para quem tivesse ilegal do ponto de vista fundiário e ambiental'', disse o ministro.
Minc informou que o desmatamento tem aumentado nas áreas pequenas, fazendo com que a PF e o Ibama passem a atuar com equipes menores e com mais mobilidade para cobrir mais áreas. A partir de fevereiro, o Ibama vai utilizar um satélite japonês que, além de permitir a detecção do desmatamento através das nuvens, permitirá uma atuação em tempo real.


