Curitiba - Uma quadrilha especializada em venda de chips de celulares registrados em Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) de terceiros foi desarticulada por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Segundos as investigações, há indícios de que o esquema facilitaria a ação de traficantes e detentos que tentam usar telefones dentro do sistema prisional.
Conforme o Cope, a quadrilha estaria atuando em todo o Paraná, inclusive com ramificação na região de Maringá. Ao todo foram presas quatro pessoas em Curitiba, mas segundo o delegado operacional do Cope, Matheus Laiola, as investigações prosseguem e outras pessoas devem ser detidas.
Os quatro detidos trabalhavam para uma empresa que era franqueada de uma grande operadora de telefonia, e que funcionava no Centro da Capital. "Pelo que apuramos, os diretores desta empresa não só sabiam desta prática como os incentivavam a praticar o crime para cumprir as metas de vendas. Eles levantavam os CPFs por meio de consultas à internet, em sites de concursos", informou Laiola.
"A operadora de telefonia já se colocou à disposição para auxiliar nas investigações. Em nenhum momento a operadora esteve envolvida. Ela (a operadora) cobra meta como qualquer empresa, agora a forma como a franqueada atingia as metas é que era o problema e a operadora não tinha controle sobre isso", completou o delegado.

mockup