Desmantelada no PR quadrilha que agia contra Previdência
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sexta-feira, 01 de setembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Maringá- Uma quadrilha suspeita de dar um desfalque de R$ 7 milhões aos cofres do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) foi desarticulada ontem na região de Maringá com a deflagração da ''Operação Campo Fértil'', um trabalho conjunto da Polícia Federal, Ministério da Previdência Social, Justiça Federal e Ministério Público Federal. A organização criminosa seria formada por 74 pessoas, sendo 22 servidores da Previdência sete ocupavam cargos de chefia. Ao todo, foram cumpridos ontem 21 mandados de prisão e mais 46 de busca e apreensão em Maringá e mais 15 municípios da região Noroeste.
Segundo a assessoria de imprensa da Delegacia da Polícia Federal em Maringá,
a organização criminosa tinha formado um ''escritório profissional'' que possibilitava a concessão de benefícios previdenciários fraudulentos, entre outros crimes.
As fraudes consistiam em expedição de certidões de tempo de contribuição (CTC) falsas, inserção de contribuições previdenciárias inverídicas nos sistemas da Previdência Social, requisição e concessão de benefícios previdenciários fraudando documentos como carteiras de trabalho com inclusão de vínculos trabalhistas fictícios.
A quadrilha também falsificava declarações de exercício de atividade rural fornecidas por proprietários rurais da região, alterava datas de óbitos para aumentar o valores pagos atrasados, incluia falsos menores dependentes em caso de pensão por morte.
Segundo a PF, há informações de que integrantes da quadrilha usavam o ''0800'' da Previdência para controlar concessões de benefícios e para consultar a liberação de pagamentos.
Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em Maringá, Campo Mourão, Goioerê, Janiópolis, Apucarana, Lidianópolis, Campina da Lagoa, Nova Cantu, Mandaguari, Mariluz, Moreira Sales, Jandaia do Sul, Marialva, Mamborê, Nova Olímpia e Sarandi.
Dos 21 presos, 15 estão na carceragem federal de Maringá e o restante em Cascavel. Ao todo, segundo a PF, 74 pessoas teriam vínculo com a organização criminosa, entre servidores da Previdência, de prefeituras e de câmaras da região, advogados, contadores, proprietários rurais, funcionários e membros de sindicatos rurais.
Os integrantes da quadrilha foram autuados nos crimes de estelionato, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva. O Ministério da Previdência Social informou que já estão sendo adotadas medidas para o afastamento e exoneração dos servidores envolvidos. A operação foi batizada de ''Campo Fértil'' em referência à fertilidade da ''terra roxa'' desta região do Paraná.


