Curitiba- O coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) no Paraná, o engenheiro Rosalvo Gizzi, afirmou ontem que a queda da ponte na BR-116 foi causada por um deslizamento de terra que derrubou os pilares que dão suporte à cabeceira. ''A ponta da laje caiu e ficou sem apoio. Isso forçou os outros dois vãos que também caíram'', explicou. Na última sexta-feira, técnicos do Dnit estiveram no local avaliando a estrutura e obras de recapamento do asfalto foram feitas justamente na parte da cabeceira. Contudo, Gizzi descarta qualquer relação do acidente com as obras.
O coordenador do Dnit no Paraná garantiu que não era possível notar que a terra ia se deslocar com antecedência. ''A única palavra que descreve mesmo o que aconteceu é fatalidade. Foi isso'', afirmou Gizzi. O Dnit abriu uma sindicância para apurar as causas, porém o engenheiro acha muito difícil o laudo dizer alguma coisa diferente do que se vê no momento.
O diretor geral do departamento, Alexandre Silveira, chegou em Curitiba ontem, no final da tarde, para acompanhar pessoalmente o caso. Ele vai decretar estado de emergência para que a obra de recuperação seja feita sem licitação. O engenheiro especialista em pontes, Eduardo Calheiros de Araújo, está acompanhando Silveira.
Apesar do vão que se abriu no local, que chega perto da ponte que vem de São Paulo a Curitiba, o Dnit liberou este trecho alegando que não há perigo algum. A recuperação da ponte deve levar pelo menos seis meses e vai custar cerca de R$ 2 milhões, segundo Gizzi. A obra será bancada pelo Ministério dos Transportes. Segundo o Dnit, a ponte foi construída em 1982 e com as obras de duplicação da rodovia e a construção de uma ponte paralela, ela ficou interditada no final dos anos 90 sendo restaurada e recebendo reforços. Em 2000 foi liberada para o tráfego.
Ontem, pela manhã, com a paralisão do tráfego, o principal caminho de desvio para São Paulo foi Ponta Grossa. Os motoristas seguiram pela BR-376 e pegaram a PR-151, indo até Itararé (SP). Essa rodovia tem duas praças de pedágio. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) o movimento foi intenso e não houve acidentes. Com esse desvio, quem saiu de Curitiba para São Paulo andou 630 quilômetros em vez dos 450 quilômetros, demorando cerca de duas horas a mais no trajeto. A estrada da Ribeira também seria uma alternativa, porém, foi desaconselhada pelo Dnit e Polícia Rodoviária por estar com 27 quilômetros sem asfalto. Além de ser estreita e sinuosa.
O governador Roberto Requião esteve no local do acidente e disse que a responsabilidade pelo acidente é do Dnit.

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