Desigualdades entre grandes e pequenos
O estudo do IBGE mostra, ainda, as desigualdades nas condições de vida das populações dos municípios grandes e pequenos. O tamanho dos municípios tem relação direta com a melhoria de todos os indicadores básicos. O estudo mostra que a partir de 50 mil habitantes o número de municípios é menor, mas os indicadores e a infra-estrutura básica melhoram de forma crescente.
Em termos de crescimento populacional, o Paraná apresentou uma taxa média geométrica anual da ordem de 1,4% entre 1991 e 2000, ligeiramente inferior à taxa nacional no mesmo período (1,6%). O maior crescimento ocorreu para os municípios de menor porte populacional, com até 5 mil habitantes, passando de 42 para 95. Em 83 municípios do Estado (21%), o grau de urbanização é igual ou superior à média estadual de 81,4%. Observa-se que, no Paraná, o grau de urbanização aumenta conforme o porte populacional dos municípios, passando de 55,6%, em média, nos municípios com até 10 mil habitantes para 100% em Curitiba.
Com relação aos indicadores de educação, o Estado apresentou um contingente de 664.713 analfabetos (8,6% da população com mais de 10 anos). A maior taxa de analfabetismo foi encontrada nos municípios com até 5 mil habitantes (15,3%, em média). Ao desagregar este indicador para os grupos de idade, as maiores taxas foram encontradas entre os idosos (31,8%).
Sobre as condições de saneamento básico, 45,1% dos domicílios urbanos usavam a rede geral de esgoto, mas 37,8% ainda utilizavam outras formas de esgotamento (fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar e/ou outro escoadouro). Nos domicílios rurais essa situação é ainda mais grave, uma vez que apenas 13,2% possuíam esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica, sendo, nesses casos, mais recorrente o uso de outras formas de esgotamento (78,9%).
A respeito da coleta de lixo, praticamente todos os domicílios urbanos (97,1%) o lixo era coletado. Essa situação, contudo, não se repete para os domicílios rurais, onde, de uma forma geral, prevaleceu o destino de lixo do tipo queimado ou enterrado (73,5%).
Em 2000, metade dos domicílios apresentava saneamento considerado adequado no Estado, o que representa um crescimento de quase 40% em relação a 1991.





