Desigualdade de renda no Paraná cai 35,4%
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Rubens Chueire Jr.<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A desigualdade de renda média nos municípios paranaenses caiu 35,4% nos últimos trinta anos. A variação neste período foi a 9 maior registrada entre os estados e também ficou acima da média do País, que apresentou uma queda de 22,8%. Os números fazem parte do estudo 'Evolução da Desigualdade no Rendimento Domiciliar per capita nos Municípios Brasileiros', divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A publicação considerou dados de 1980 a 2010.
O Estado apresentou um índice de Gini (que mede a desigualdade de renda) de 0,12 em 2010. No início dos anos 80, o índice estava em 0,18. O índice varia de 0 a 1, sendo maior a desigualdade no rendimento quanto mais próximo de 1. Os melhores desempenhos em 2010 ocorreram na Paraíba, Rondônia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, com índice de 0,11. No Sul, o Paraná empatou com Santa Catarina, mas apresentou menor desigualdade que o Rio Grande do Sul, com índice de 0,13. O maior grau de de desigualdade foi registrado em Roraima (0,19). O índice ficou em 0,24 nacionalmente.
''A diversificação na nossa economia, passando de basicamente agropecuária nos anos 80, para industrial a partir dos anos 90, deu um impulso no crescimento de renda dos paranaenses. A criação de empregos teve uma evolução em diversas frentes, principalmente a partir do ano 2000. O desempenho do Estado está dentro do esperado, até porque a desigualdade de renda nos estados das regiões Norte e Nordeste sempre foi maior, então normalmente a queda seria mais intensa nestes locais nos últimos anos', destacou Gilmar Lourenço, presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Regiões
Em 30 anos, o índice de desigualdade dos municípios caiu 22,8%, passando de 0,31, em 1980, para 0,24 em 2010. Nesse mesmo tempo, a região Nordeste foi a que registrou a maior queda no grau de desigualdade no rendimento domiciliar per capita dos municípios (39,3%), e a região Norte apresentou a menor redução no Gini (14,9%). As regiões Sul (29,6%), Centro-Oeste (37,5%) e Sudeste (26,3%), também registraram queda. Atualmente o menor índice de Gini encontra-se na região Centro-Oeste (0,12), enquanto o maior é na região Norte (0,18). No Sul e Nordeste, o índice ficou em 0,13, e no Sudeste 0,17.
''O fortalecimento do mercado interno brasileiro associado à queda da inflação colaboraram para o aumento da massa salarial e, consequentemente para o crescimento do ganho real do trabalhador. Estes avanços foram possíveis a partir do Plano Real, nos anos 90', afirmou Lourenço. Além disso, reforçou o presidente do Ipardes, ''os programas de transferência de renda também impactaram no resultado, principalmente nos municípios da região Nordeste''.



