Desfile tem protestos isolados em Curitiba
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segunda-feira, 07 de setembro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local
Curitiba - O bom tempo colaborou e muitas famílias acompanharam o desfile de Sete de Setembro na manhã de ontem, na Avenida Cândido de Abreu, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. Segundo a estimativa otimista da Polícia Militar do Paraná (PMPR), ao menos 40 mil pessoas celebraram a data, que contou com a participação de 2,5 mil militares das Forças Armadas e da PM, além de estudantes de dez escolas estaduais e municipais, da Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros e de entidades civis.
O desfile, que durou pouco mais de duas horas, não teve nenhum incidente, mas contou com alguns protestos durante sua realização. Um grupo de 20 pessoas empunhou cartazes e faixas pedindo intervenção militar no País; e muitas pessoas usaram camisetas de apoio aos professores, para lembrar a violência que ocorreu no dia 29 de abril deste ano. Uma mulher levou um cartaz com os dizeres "Fora Beto Richa", que foi retirado logo após o início das festividades.
No palanque oficial montado na avenida, militares dividiram espaço com autoridades políticas, em bem menos número neste ano. Além do governador Beto Richa (PSDB), também estiveram presentes o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT); o deputado e líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB); e o ex-governador Orlando Pessuti.
Em conversa com a imprensa, o governador admitiu que existe um desgaste político no País que atinge todas as esferas da gestão pública. "Há um desgaste político a todos. A população, com muita razão, está de mau humor em relação a todos os políticos. Ainda mais com tudo que tem sido visto atualmente. São escândalos e denúncias que não se interrompem. É compreensível esta postura do povo, que não suporta mais este tipo de comportamento, e exige uma mudança radical", afirmou.
Esta percepção e o momento delicado economicamente e politicamente deram o tom do discurso de boa parte dos presentes no desfile. O ambulante Arlindo Jesus, de 50 anos, reclamou da crise atual e da baixa procura por seus produtos. Ele estava vendendo bandeiras de plástico e outros adereços e disse que as vendas caíram bastante. "A situação está complicada, todo mundo está com o bolso apertado e não consegui vender quase nada. Falta um rumo para o Brasil", destacou.
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