Desfile em celebração aos 196 anos da Independência do Brasil durou cerca de três horas
Desfile em celebração aos 196 anos da Independência do Brasil durou cerca de três horas | Foto: Marcos Zanutto


Cerca de 20 mil pessoas assistiram ao desfile cívico-militar em Londrina na manhã desta sexta-feira (7), em celebração aos 196 anos da Independência do Brasil. O ato aconteceu na avenida Leste-Oeste, na região central da cidade, em trajeto de pouco mais de um quilômetro. O desfile contou com a participação de quatro mil pessoas, representando 55 entidades, entre eles, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, escolas estaduais e municipais.

O desfile londrinense foi marcado por faixas e cartazes pleiteando o fim da corrupção. Cidadãos vestiram as cores do Brasil ou pintaram o rosto de verde e amarelo. Bandeiras do País também fizeram parte da ornamentação do público. Em ano eleitoral, diversos candidatos a cargos públicos estiveram no evento distribuindo material e pedindo votos. Dezenas de correligionários ainda aproveitaram para entregar panfletos e adesivos. Alguns alunos carregaram cartazes incentivando o amor e a paz, enquanto o Sindicato Nacional dos Aposentados ressaltou o voto consciente.

O aposentado Nilton Silva chegou uma hora antes do início do desfile para garantir um lugar com visão ampla. Ele levou uma cadeira e uma bandeira do Brasil. "Temos que exercer nossa cidadania para acabar com a corrupção do País. Há anos venho prestigiar o desfile e sempre trago um banco para sentar, porque são várias horas e não gosto de perder nada. Precisamos amar nossa Pátria", destacou ele, que acumula mais de uma década de presença.

Entre os mais aplaudidos pelo público, Urias Alves desfilou junto com jovens do Tiro de Guerra, que tradicionalmente abrem as comemorações na avenida. Membro da Força de Paz da ONU (Organização das Nações Unidas), fez o trajeto do desfile em um jipe do exército. Morando em Londrina há 60 anos, o paranaense de Jacarezinho (Norte Pioneiro) serviu na Faixa de Gaza na década de 1950. "É um dia que sinto 'orgulho na alma' por ser brasileiro. Faz bem para o espírito e é importante estar presente", resume. "Ficávamos na fronteira entre o Egito e Israel. Todos que foram nesta época desempenharam suas funções com maestria", relembrou o ex-combatente de 82 anos.

Participantes percorreram trajeto de pouco mais de um quilômetro
Participantes percorreram trajeto de pouco mais de um quilômetro | Foto: Marcos Zanutto



VALORIZAÇÃO
Junto com os colegas, a estudante Maiuly Sansão Oliveira, 10, ajudou a animar o desfile tocando instrumento de percussão da fanfarra da Escola Municipal Carlos Dietz. "É o sexto ano que venho no desfile e toco. Gosto muito, acho divertido e acabamos comemorando este dia especial para o Brasil", disse a aluna do 5º ano do ensino fundamental, para orgulho da mãe, a técnica em enfermagem Andreia Edson Sansão. "É necessário incentivar a participação para criar o hábito de valorizar o que é nosso", apontou.

Uma grande faixa com a frase "Faxina geral nos três poderes" foi colocada em frente ao palco onde ficaram as autoridades. Ao lado, uma menor trazia os dizeres "Eleição 2018 é fraude". As faixas foram produzidas por integrantes do "movimento intervencionista".

GRITO DOS EXCLUÍDOS
Logo após o desfile, que durou cerca de três horas, um grupo com aproximadamente 80 pessoas participou da 24ª edição do Gritos dos Excluídos, marcado sempre para o dia 7 de setembro. Entre as principais reivindicações estavam o direito por moradia digna e a reforma agrária. Faixas pedindo a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foram levadas.

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