Na rua, mães de jovens presos no prédio rezaram de joelhos pelo fim da ação. ''Lá dentro, eles dizem que foram bem tratados. Mas a gente só via quando iam à sacada, com armas na cabeça'', disse Ana Maria Massarenti, 42, mãe de Mariana, 16, uma das reféns.
Durante a noite, de joelhos na calçada, Ana rezou ao lado de uma vizinha do 11º andar que havia saído de casa para comprar um lanche para os filhos de cinco e 11 anos. Não conseguiu voltar, e as crianças não puderam sair.

''Ela passou a noite falando com eles pelo celular, até que a bateria acabou. Foi desesperador'', narrou Ana, na delegacia, ao lado de Maria Helena da Cunha, 50, mãe de Rodrigo, 22, outro refém.

O apartamento usado como refúgio pelos ladrões pertence ao administrador Carlo Massarenti, 43, marido de Ana. Eles estavam em casa com Mariana, a filha mais velha. No térreo, estavam os filhos mais novos -Silvana, 15, e Lucas, 11.

''Desci para falar com meus irmãos, mas eles já não estavam. Quando voltei, meus pais não estavam e as gavetas estavam reviradas'', narrou Mariana. (Agência Folha)

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