Segundo a ótica da terapia ortomolecular, a obesidade pode ter origem em um desequilíbrio molecular. ''A pessoa pode ser obesa por vários fatores, mas um dos mais importantes é a química no cérebro'', alerta o médico ortomolecular Tsutomu Higashi, de Londrina.
Higashi explica que a vontade de comer doces toda hora, por exemplo, pode ter origem na serotonina baixa. O neurotransmissor, que tem no triptofano sua matéria-prima, é responsável pelo bem estar. ''Só que a fluoxetina (medicamento usado como antidepressivo) não fabrica serotonina, apenas faz com que ela aja mais tempo no cérebro. Já, a ortomolecular, descobriu que você pode tomar o triptofano, um aminoácido natural, encontrado na proteína, por exemplo'', explica.
Ele conta também que, hoje, já se usa a glucosamina, um nutriente essencial para a formação do joelho, no tratamento de artrose. ''Substância que a ortomolecular já usa há 20 anos'', afirma.
Na terapia ortomolecular, uma das investigações essenciais é se o intestino funciona corretamente. O mau funcionamento do órgão, explica o médico, faz com que os nutrientes ingeridos não sejam totalmente absorvidos. (C.P.)

mockup