Desenvolvimento parou na AL, diz Banco Mundial.
Washington, 26 (AE-ANSA) - A queda nas taxas de crescimento da América Latina e ásia, e perspectivas incertas nos países da ex-União Soviética, criam um preocupante estancamento nos esforços por melhorar a qualidade de vida no mundo em desenvolvimento, advertiu hoje o Banco Mundial (Bird). "Há um ano prevíamos que poderiam ser conseguidas metas de desenvolvimento de longo prazo para reduzir a pobreza pela metade, baixar em dois terços a mortalidade infantil e matricular todas as crianças no ensino primário. Agora estas metas estão em risco", reconheceu o presidente do Bird, James Wolfensohn.
O novo informe do Bird sobre indicadores mundiais de desenvolvimento anual deitaram por terra as expectativas criadas pelo crescimento médio anual de 5,3% que o mundo em desenvolvimento registrou de 1991 a 1997. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou em 3,3% o crescimento dos países em desenvolvimento no ano passado e expansão de 3,1% este ano. A América Latina espera para 1999 uma queda de meio ponto porcentual em seu produto bruto em consequência da recessão do Brasil e outras economias regionais. Wolfensohn advertiu que até o final deste ano 1,5 bilhão de pessoas no mundo viverão com uma renda inferior a um dólar por dia. O Bird, todavia, diz que houve avanços nas condições de vida nos últimos 25 anos. "Desde 1970, a produção de alimentos superou o crescimento da população de quase 2 bilhões de pessoas e 70% dos adultos do mundo em desenvolvimento sabem ler", destacou Joseph Stiglitz, primeiro vice-presidente e economista-chefe do Bird.
Segundo estudo divulgado pelo Bird, em Washington (EUA), com números de 97, o Brasil é a oitava economia do mundo em tamanho. Contudo, ocupa o 73º lugar em PIB per capita, perdendo para a Argentina, Uruguai e Chile, segundo tabela preparada pelo Banco Mundial.





