O Ministério do Desenvolvimento Agrário passou a adotar oficialmente, desde ontem, o programa de Ações Afirmativas, que prevê cota de 20% para negros nos cargos comissionados e de confiança. O ministério também vai obrigar as empresas que desejarem participar de licitações a ter em seus quadros 20% de trabalhadores negros. ''A sociedade cobra o surgimento de um Estado apoiado em outras bases, como a irmandade democrática e o respeito aos anseios de cada um'', disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann. Jungmann nomeou a professora da Universidade Federal do Pará, Zélia Amador de Deus, coordenadora do projeto de raça e etnia do Ministério. O primeiro passo será um levantamento, feito pela Universidade de Brasília, sobre a situação dos servidores negros dentro do Ministério.

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