Desemprego pressiona ainda mais governo alemão
Nuremberg, Alemanha, 09 (AE-REUTERS) - O governo social- democrata alemão passou a sofrer uma pressão ainda mais intensa a partir de hoje (09) para cumprir sua promessa eleitoral de criar novos empregos, após a divulgação dos números do desemprego alemão em janeiro.
O número de desempregados caiu num cálculo dessazonalizado, mas, em termos absolutos, o número de alemães desempregados avançou. Em termos absolutos, os alemães sem emprego eram 4,455 milhões em janeiro ante 4,197 milhões em dezembro. O índice de desemprego, baseado nos números não-ajustados, cresceu de 10,9% em dezembro para 11,5% em janeiro.
Os números dessazonalizados mostraram uma redução de 59 mil no número de desempregados, bastante superior à esperada pelos analistas. Em números ajustados, os desempregados caíram de 4,151 milhões em dezembro para 4,092 milhões em janeiro.
Os políticos que se opõe ao governo de coalizão dos sociais-democratas e verdes foram rápidos em atacar o chanceler Gerhard Schroeder, que fez da criação de empregos sua principal proposta eleitoral. "A luz no fim do túnel ainda não está à vista", disse Dirk Niebel, porta-voz para questões trabalhistas do partido Democrata Livre, de perfil liberal. "De fato, a caótica política trabalhista do governo verde-vermelho pode deixar as coisas ainda piores", acrescentou.
Os dados sobre o desemprego aumentam ainda mais a pressão sobre o governo Schroeder, que deverá fechar um acordo conhecido como "Aliança pelo Emprego" com sindicatos e representantes patronais no fim do mês. Antes da divulgação dos números, o presidente do Ministério do Trabalho Federal, Bernhard Jagoda, havia declarado que as principais razões para a queda dessazonalizada do desemprego foram um inverno mais brando e os programas estatais de incentivo à criação de empregos. "Claro, não é possível deixar de considerar que o atual desaquecimento econômico está provocando um impacto negativo no mercado de trabalho", disse Jagoda.
Os economistas estão pessimistas. Ulf Rasat, do Hypo Vereisnbank em Munique, disse que a queda no desemprego não indica qualquer tendência de aquecimento no mercado de trabalho. "Eu não espero uma melhoria na situação; os níveis de desemprego não- ajustados ainda estão abaixo dos números de 1996 e 1997".





